Forjado nos tachos de cobre dos engenhos de farinha de Floripa e refinado pela culinária francesa, chez Altamiro é notável. Um chef manezinho com traquejo europeu que esteve nos primórdios da gastronomia da ilha.Se Altamiro não está, comida não há, porque tudo que é servido na casa, é preparado pelo próprio! Este é um dos diferenciais e sua marca registrada.
Da cozinha, saem iguarias locais, além de legumes e ervas colhidas frescas, diretamente de sua horta para as frigideiras.
Independentemente do dia, a rolha em seu restaurante sempre foi liberada. Neste caso, nada mais justo que levar vinhos catarinenses.
Escolhemos o rosé Sinfonia, dos vihedos Monte Agudo para abertura dos trabalhos, harmonizando com as entradas, tartine de vieiras com cogumelos e terrine de siri.
O espumante também acompanhou deliciosamente os primeiros principais; linguado com ervas e atum com mostarda Dijon.
Do mar fomos à terra, com o entrecôte servido em redução de vinho, e stinco de cordeiro com baba ganoush. O primeiro era crocante por fora e suculento por dentro, o segundo era cremosidade pura, derretia na boca; a parte mais saborosa dentre os cortes da caça.
Para compor o terceiro ato da orquestra, pinot noir Suzin, que com sua passagem em barricas francesas e potência alcoólica, lembrou alguns de seus mais cobiçados primos da Borgonha.
Na doce despedida, Romeu e Julieta metido a besta, com queijo roquefort e goiabada cascão, gratinado no forno, ganhou meu coração. Servido quentinho, era como um abraço de despedida, com aquele gostinho de final feliz e um desejo de quero mais.
Agora basta seguir a mesma trilha, uma vez mais pedir o menu confiance, e se entregar para a simpatia e talento de chez Altamiro. Salut.